Categoria | Pimentas

A personalização dos aromas

A multinacional americana IFF acaba de inaugurar um “centro criativo” em Alphaville, São Paulo, uma espécie de laboratório que funciona como um cartão de visitas para os clientes. Instalada desde 1951 no Brasil, a empresa mantém uma fábrica de aromas em Taubaté (SP) e uma de fragrâncias no Rio.

O lugar conta, por exemplo, com uma cozinha show onde os chefs são convidados a fazer seus principais pratos. A IFF capta os aromas destas iguarias e os transformam em cheiro e sabor que possam ser aplicados em determinado alimento industrializado. Segundo Sergio Gerlenter, diretor regional da IFF para Aromas, o país está entre as cinco principais afiliadas da IFF que faturou US$ 2,4 bilhões no mundo em 2008. A América Latina representa 15% deste total.

Com base em pesquisas de comportamento, o setor de fragrâncias e sabores também segue tendências e trabalha com segmentação social. “Há mais de 250 aromas de limão no mercado. Se alguém me diz que vai lançar um refrigerante de limão preciso saber exatamente o conceito e para que classe social se direciona. Cada segmento tem uma percepção diferente da fruta”, ressalta.

A empresa tem constatado uma fragmentação cada vez maior dos públicos, como os pedidos de aromas para os Young Adults (de 17 a 24 anos) ou só para idosos. Para a indústria de alimentos, a busca tem se concentrado em aromas voltados para a saúde e o bem estar - redução de sal, açúcar e gordura.  

Outro segmento que tem crescido é o de delivery systems, quando os produtos funcionam na hora específica de uso. Por exemplo, as pessoas gostam de sentir o cheiro de um produto de lavanderia ao vestirem as roupas. Dessa forma, a empresa utiliza microcápsulas que vão liberando o perfume de acordo com o atrito entre o corpo e o tecido.

Fonte: Valor Econômico
Equipe Malagueta

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