A busca por uma alimentação sadia tem levado diversos países a restringir o uso de corantes artificiais nos alimentos. No caso da Europa, essa utilização já foi totalmente banida, e a previsão é que, em 2010, seja também proibida nos Estados Unidos. Essa tendência despertou o interesse em se investir em alternativas para a coloração de alimentos.
Uma pesquisa desenvolvida pela Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza/CE), em parceria com o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (CIRAD), na França, aponta o caju como uma rica fonte de carotenóides - moléculas de alto interesse para a indústria de alimentos, por suas propriedades pro-vitamínicas e corantes de cor amarela.
Segundo o engenheiro de alimentos da Embrapa Agroindústria Tropical, Fernando Antonio Pinto de Abreu, o mercado mundial de carotenóides gira em torno de US$ 1 bilhão e está crescendo à base de 3% ao ano. Ele explica que, até o momento, os carotenóides utilizados são provenientes do urucum, do açafrão e da cúrcuma. “O interessante é que esses carotenóides conferem uma coloração amarelo-alaranjado. Já os carotenóides do caju promovem uma coloração amarelo-claro. É o único produto que possui esta cor”, destaca.
Serviço:
Para ler a matéria na íntegra, acesse Max Press
Equipe Malagueta
Imprimir este Post


