Deficientes visuais já podem fazer aula de culinária. O medo de cortes com faca e queimaduras no fogão são deixados de lá com aulas inclusivas como as do Sesi (Serviço Social da Indústria), do chef João Belezia e Adeva. Entre os ensinamentos, entradas, pratos principais, sopas, sucos, bolos e sobremesas em geral.
Os alunos passam por aulas teóricas e práticas com aprendizado de todas as etapas da preparação de uma receita. Para garantir a segurança, indica-se a utilização de cardápios maiores do que o normal ou opções em braile. Outra dica é retirar as panelas do fogo e levá-las à pia para adicionar temperos. Assim, evita-se que o deficiente esbarre a mão na panela quente ou derrube o conteúdo.
Já que não existem aparelhos próprios para deficientes, deve-se optar por eletrodomésticos com teclas ou informações em alto relevo. Os modelos digitais não são adequados, pois dificulta a leitura. Também é importante que os cabos da panela fiquem virados para dentro do fogão.
No momento, a Adeva procura recursos para abrir novas turmas.
Mais informações:
Sesi – (11) 3528 – 2000 / www.sesi.org.br
João Belezia – (11) 5183 – 7159 / www.joaobelezia.com.br
Adeva – (11) 3824 – 0560 / www.adeva.org.br
Fonte: Folha de São Paulo
Equipe Malagueta
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