A Anvisa proíbe. Roberta Sudbrack aplaude. Os amantes da gastronomia assinam embaixo o manifesto simbólico da renomada chef. Cada um com suas razões.
A flor de sal ainda vai dar muito pano para as mangas das gambuzas e discussões entre panelas e colheres de pau – usar colher de pau pode?
Em 2004 a marca de sal “Flor de Sal”, fabricada pela Cury & Cury, no estado de São Paulo, foi recolhida do mercado. Segundo a Anvisa, o produto não possuía registro, o que inviabilizava sua qualidade. Um sal adequado para o consumo humano deve conter entre 20 e 60 miligramas de iodo para cada quilograma de produto, prevenindo o consumidor de doenças causadas pela carência do ingrediente, tais como má formação do feto, abortos, bócio, entre outras enfermidades.
Roberta considera a flor de sal uma “pérola da natureza” e a defende como um patrimônio da gastronomia. Há poucos dias, em seu blog, dedicou para o tempero um post intitulado “Salvem a flor de sal!”. De acordo com ela, era seu hábito trazer sempre um estoque quando viajava. Esse ano, quando esteve na França, hesitou e não o fez, pensando que iria encontrar o produto no Brasil. Ledo engano.
A crítica de gastronomia Luciana Froés assina o manifesto embaixo, enaltecendo o produto. Uma legião de blogueiros amantes da gastronomia também. Em menos de dez dias, Roberta já havia recebido mais de 50 mensagens de apoio em seu blog. O movimento só tende a aumentar.
Especula-se que a flor de sal começou a ser extraída pelos celtas no início da Era Cristã. Hoje os franceses são os responsáveis pela disseminação desses delicados cristais de textura crocante.
Texto: Vanessa Souza Moraes
Fonte: Blog Roberta Sudbrack, blog Luciana Fróes e Anvisa
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setembro 10th, 2009 às 23:32
É claro que a flor do sal é um tesouro da gastronomia, mas há tempos pode ser encontrada no Brasil, em SP e no RJ.
No Rio, por exemplo, os supermercados Zona Sul trabalham com a flor de sal de Guèrande há mais de dois anos, e há alguns meses com a flor de sal das salinas de Mossoró, RG do Norte, maravilhosa.
para´bens à Malagueta pelas pautas!
abraço,
Rosa Nepomuceno
Consultora de gastronomia e condimentos
setembro 11th, 2009 às 14:42
Primeiramente gostaría de parabenizá-los pela importancia ao manifesto.
Acho que a Anvisa precisa sinseramente se importar em fiscalizar o que já foi proibido. Me informo diariamente sobre as leis regidas pela anvisa para me enquadrar de forma a atender às exigencias, porém, isso não acontece com a grande maioria de restaurante da minha cidade, pois não há fiscalização. Então pra que regulamentar?
Sra. Anvisa esqueça a flor de sal, os cozinheiros agradecem!
outubro 3rd, 2009 às 1:11
Senhoras e Senhoes da ANVISA
Serei breve,
O sal de cozinha é utilizada em quantidade bem superior pois sua finalidade é realmente salgar os alimentos, necessitando de iodo.
A Flor de Sal ao contráriio do que se pensa (leigos) tem como finalidade enriquecer nossas preparações, pois é utilizada na finalização (será que eles sabem o que é isso,bem não devem entender nada de cozinha)não havendo necessidade de iodo.
Existem outros produtos que deveriam fiscalizar, bem como o azeite de oliva extra virgem, que algumas empresas importam e envasam aqui no Brasil (já sabe…)como existe um Lob,fazem vistas grossas.
Senhoras e Senhores, se vocês gostam de óleo composto, sinto muito, mas existem alguns fabricantes que colocam até 20% de azeite de oliva extra virgem e o restante de óleo de soja e não especificam com composto… mas vamos deixar este assunto para outra oportunidade.
Qualquer dúvida, consulte-nos teremos o enorme prazo de mostrar a verdadeira diferença.
Será que vocês já nasceram sabendo tudo, não são os donos da verdade.
Para entender o que acontece de verdade você precisa sair do quadrado…