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Os azeites da Toscana

Greve in Chianti é um pequeno vilarejo no coração da Toscana, onde vinhedos e oliveiras compõem a paisagem predominante nos campos e colinas da região. Lá, artesãos ainda caminham pelas pequenas ruelas da cidade e se come espetacularmente bem. Em minha expedição ao local, conheci Vieri Salvadori. O Ex  reitor da Universidade de Design Pratt, em Nova York (EUA), e da Academia Nacional de Design, em Florença (Itália) dizia estar aposentado do mundo moderno.

Salvadori recebeu de herança uma propriedade na Toscana. E resolveu desenvolver sua paixão como connoisseur de bons sabores, produzindo seus próprios vinhos e azeites. A fazenda está situada no coração do Chianti Clássico, zona de produção DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) de um dos mais importantes vinhos italianos. A uva Sangiovese cresce na Toscana de maneira única, como Pinot Noir na Borgonha. De Castellina in Chianti para chegar a Siena são 18km. E para Florenca, 45km.

As oliveiras de Salvadori são plantadas a 500m da altura do mar. O solo é de formação calcárea e argilosa. As árvores estão expostas de frente para ventos frios que chegam do norte. Isso permite o cultivo sem pesticidas químicos, pois o micro-clima ajuda na prevenção de doenças. As árvores têm, aproximadamente, 25 anos e estão divididas em duas seções diferentes, num total de 10 hectares. Segundo o produtor, a inclinação ao norte e a altitude são fatores essenciais na criação dos sabores de seu azeite.

Logo após a colheita, geralmente entre novembro e Janeiro - de acordo com a temperatura anual e a quantidade de chuvas durante os meses de julho e agosto -, as azeitonas são levadas até o moinho, ou frantoio em italiano. Ali, são lavadas, separadas dos ramos e folhas e moídas com um pouco de áagua fria. A baixa acidez é garantida por fatores como o cuidado durante o cultivo, a colheita e a produção. E a velocidade desde à colheita até o moinho, além do equilibrio natural do micro-clima.

As principais azeitonas da Toscana são Frantoio, Leccino, Moraiolo, Pendolino, Ciliegino e Correggiolo. Juntas, essas variedades constroem um sabor frutado e intenso, podendo ser mais leve ou delicadamente apimentado. Bastam algumas pequenas mudanças no período da colheita, chuvas e exposição das oliveiras para mudar totalmente o sabor de um azeite.

*  Paulo Lima é gastrônomo profissional, carioca e um dos diretores do projeto LA Organic, em Madrid, e assina o blog Estilo Gourmand.

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1 comentários sobre este Post

  1. Maria Cristina Ramalho Diz:

    Paulo, estivemos agora mesmo, em setembro, passando 15 dias numa villa, IL Buon Riposo, em Impruneta. Com todas as pequenas grandes cidades da Toscana, foi à Greve o lugar a que mais voltamos.
    O azeite, os embutidos de suas macellerias e mesmo o festival de vinho, que aconteceu enquanto lá estávamos, deixaram a lembrança de vivos aroma e paladar de suas iguarias.
    Na Il Buon Riposo, Piero mantém sua plantação de oliveiras que dão um charme e um colorido todo especial ao nosso olhar e à nossa mesa.
    Boníssimas lembranças!

1 Trackbacks para este Post

  1. Azeitados com estilo | Malagueta Comunicação Diz:

    [...] a azeitona mais importante da D.O. de Madrid Os azeites da Toscana A origem do azeite e a tradição [...]

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