O sal é o condimento mais utilizado na culinária, quando excessivo, pode ser um vilão para a saúde. Cortar o tempero da dieta reduz drasticamente o número de casos de infarto, como apontam novos estudos. Entretanto, uma de suas funções é realçar o sabor da comida.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), o brasileiro consome, em média, dez gramas de sal por dia (quatro ou cinco colheres de café bem cheias). Esse consumo corresponde a quatro vezes mais a recomendação de 2,5 g diárias, quantidade encontrada nos próprios alimentos. O sal em excesso leva a retenção de líquido nas artérias, aumento da pressão arterial, riscos de infartos e de acidentes cardiovasculares (derrame).
A pesquisa divulgada no New England Jounal of Medicine reforça o estudo da SBH sobre o quanto o sal é prejudicial à saúde. Os números apontam que se houvesse uma redução de uma colher de chá (cerca de 3g de sal) no consumo diário de cada indivíduo, haveria entre 54 mil e 99 mil casos a menos de ataques cardíacos e entre 44 mil e 92 mil menos mortes por ano.
Esses dados levam às autoridades de saúde nos EUA a pressionarem a indústria de alimentação para diminuir a quantidade de sal nos alimentos processados. Em Nova York, por exemplo, restaurantes e fabricantes serão obrigados a reduzir em 25% o sal em seus produtos nos próximos cinco anos.
Por outro lado, o crítico de gastronomia Luiz Américo Camargo fala da tendência dos chefs em restaurantes de São Paulo a puxarem “suas pitadas perigosamente para baixo”. Segundo ele, “um prato sem sal é frustrante, pois nos priva do prazer de sentir o gosto do gosto”.
Texto: Mariana Moraes
Equipe Malagueta
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