Depois de viver um auge nos anos 60 e 70, a produção de vinho no Estado de São Paulo despencou. Segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgão ligado à Secretaria do Estado de Agricultura e Abastecimento, as safras de 2004/2005 não ultrapassaram duas toneladas, um abismo se comparado ao patamar de 12 toneladas das safras de 1984/1985. Além disso, São Paulo amargou quando ficou com a fama de não produzir vinho de qualidade.
Para tentar mudar esse quadro, o projeto “Revitalização da cadeira vitivinícula paulista: competitividade, governança e sustentabilidade” listou os principais problemas e potencialidades na cadeia de produção do vinho no Estado. Um dos pontos citados na pesquisa é o processo de especulação imobiliária, que afastou e restringiu a permanência do produtor no campo. Em muitos locais onde havia plantações, hoje estão instalados condomínios residenciais fechados, de médio e alto padrão.
Outro dado diz respeito ao produtor, com o desenvolvimento de atividades não agrícolas, como a associação da uva e do vinho com o turismo. “Eles tentam aumentar a renda ao desenvolver o turismo rural como atividade complementar com visitação à área de uva, como à área do vinho. Mas é um turismo de um dia e a falta de infraestrutura tem atrapalhado o desenvolvimento dessa atividade”, disse. O estudo mapeou os quatro principais municípios paulistas produtores de uva e vinho: Jarinu, Jundiaí, São Miguel Arcanjo e São Roque.
Fonte: Fapesp
Equipe Malagueta
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