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	<title>Malagueta Comunicação &#187; Destaques</title>
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	<description>Assessoria de comunicação especializada em gastronomia</description>
	<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 23:55:30 +0000</pubDate>
	
	<language>en</language>
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		<title>É um saco!</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 00:02:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[O estilo saudável do carioca conta agora com mais uma iniciativa em prol da qualidade de vida. Há uma semana está em vigor no Estado do Rio de Janeiro a Lei das Sacolas Plásticas, pioneira no Brasil por instituir o desconto de 3 centavos para o consumidor que recusar o uso do saco, e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O estilo saudável do carioca conta agora com mais uma iniciativa em prol da qualidade de vida. Há uma semana está em vigor no Estado do Rio de Janeiro a Lei das Sacolas Plásticas, pioneira no Brasil por instituir o desconto de 3 centavos para o consumidor que recusar o uso do saco, e a troca de 50 sacolas por itens da cesta básica, como arroz e feijão. <span id="more-11406"></span>A proposta do ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, também prevê a substituição por ecobags. O modelo adotado é baseado na experiência do Walmart Brasil.</p>
<p><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/imagem211.png"><img class="alignright size-full wp-image-11414" title="sacola.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/imagem211.png" alt="sacola.jpg" width="267" height="384" /></a>A utilização das sacolas não é o principal problema ambiental, mas o volume descartado no solo já causa problemas na flora e na fauna marinha em todo o mundo. O pesquisador da Embrapa Solos,  Ricardo Trippia, destaca que além dos resíduos de metais pesados, o saco acumulado em áreas restritas, como os lixões, compromete, gradativamente, o desenvolvimento da agricultura. Assim, a germinação de sementes ou o crescimento de plantas podem sofrer interferência devido ao excesso de plásticos. “A lei serve para estimular a sociedade a reduzir o impacto desse material na natureza”, diz Trippia.</p>
<p>Minc, autor do projeto, informou em entrevista ao jornal O Globo que a lei será um divisor de águas no comportamento do consumidor. Os supermercados terão fiscalização e podem receber multas que variam de R4 201,83 a R$ 20.183. Por enquanto, a legislação vale para estabelecimentos de grande porte. As empresas de pequeno porte terão mais um ano para se adaptar. E as micro empresas só daqui há dois anos. De acordo com a Associação dos Supermercados do Rio de Janeiro (Asserj), o Estado usa e descarta por mês cerca 200 milhões de sacos plásticos. A associação estima redução de 40% no prazo de seis meses.  A rede de supermercados Carrefour anunciou que vai eliminar  os sacos até 2014. Os consumidores que não levarem suas ecobags podem usar gratuitamente caixas de papelão.</p>
<p><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/imagem24.png"></a>Em apenas sete dias, a nova regra causa polêmica. A Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomercio-RJ) entrou com liminar  que pede a suspensão dos efeitos da lei. A organização alega que o texto foi mal redigido,  há vários pontos inconstitucionais e o seu impacto não foi medido em toda a cadeira produtiva. Entre as divergências, estão o ciclo de reciclagem do Estado que ainda não está implantado e os encargos para o empresariado.</p>
<p><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/imagem24.png"><img class="size-medium wp-image-11415 alignright" title="saco.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/imagem24-222x300.png" alt="saco.jpg" width="222" height="300" /></a></p>
<p><strong>Socorro vem da agricultura</strong><br />
O saco poderá ser substituído por alternativas similares, mas com apelo sustentável. Pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (PR) transformaram o amido de mandioca em sacolas plásticas e bandejas. O plástico se decompõe em apenas seis meses, se estiver em condições ideais. O convencional pode demorar até 400 anos para ser eliminado do meio ambiente. A universidade busca parceria com o setor privado para produzir em escala industrial e baraetar custos.</p>
<p>Desde 2008, um grupo de pesquisadores, coordenados pelo engenheiro agrônomo Carlos Wanderlei Piler de Carvalho, pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos, se dedica ao estudo de filmes plásticos biodegradáveis e comestíveis para embalar frutas. A pesquisa também é com base em amidos como milho, mandioca e batata. Os resultados obtidos até o momento foram relativos ao caqui. “Em relação à vida útil, conseguimos conservar por até 42 dias um caqui inteiro com uso de filme comestível e armazenamento refrigerado”, completa Wanderlei. De acordo com o coordenador, outras quatro teses sobre o assunto estão em andamento, na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e no  Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</p>
<p>Outra fonte para as sacolas é a cana de açúcar, matéria-prima alvo de grande interesse da indústria. A multinacional americana Dow Chemical corre o risco de engavetar o projeto  de US$ 1 bilhão, que prevê a construção de uma fábrica integrada de álcool químico para a produção de resina termoplástica no Brasil, o plástico verde. A companhia já conversou com diversos grupos sucroalcooleiros, mas ainda não encontrou um parceiro forte que ajude a bancar esse complexo.</p>
<p>A Braskem inaugura este semestre sua unidade de plástico verde em Triunfo, no Rio Grande do Sul. A companhia petroquímica decidiu comprar matéria-prima (etanol) de usinas, como a ETH Bioenergia e a Cosan, e industrializar o produto em sua própria fábrica. Mais um destino para o disputado etanol.</p>
<p><strong><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/imagem19.png"><img class="size-medium wp-image-11416 alignright" title="ecobag.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/imagem19-300x256.png" alt="ecobag.jpg" width="300" height="256" /></a>Ecobags: utilize com atenção<br />
</strong>Agora é moda desfilar de ecobags em modelitos fashions. Qualquer supermercado já tem seu modelo e as empresas investem na sacola ecológica para transmitir seu marketing ambiental. Entretanto, um estudo americano sugere que as bolsas são foco de contaminação por bactérias como E. coli. Os cientistas analisaram 84 sacolas de consumidores em Tucson, Los Angeles e San Francisco. De acordo com a pesquisa, 97% das pessoas nunca haviam lavado as sacolas. Uma limpeza bem feita poderia matar quase todas as bactérias, informou Charles Gerba, professor da Universidade do Arizona e coautor do estudo, em reportagem publicada pela Folha de São Paulo. Também foi sugerido lavar as sacolas toda semana e promover campanhas de informação.</p>
<p><strong><a href="http://www.sacoeumsaco.com.br/" target="_blank">O saco é um saco!</a></strong><br />
Esse é o mote da campanha lançada pelo Ministério do Meio Ambiente. Baseada em três Rs (Recuse, Reduza e Reutilize), a proposta é estilmular os consumidores a ter compromisso com o descarte de plásticos. Com blog, vídeos e notícias o endereço reúne conteúdo para informar o cidadão sobre a responsabilidade do saco. Na seção Perguntas Frequentes, a campanha esclarece que os sacos de lixo são feitos de materiais recicláveis. Por isso, devem ser utilizados. Já as sacolas, por determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária),não podem ser confeccionadas com material reciclado porque entram em contato com alimentos. Assim, cada sacolinha é uma nova sacolinha, feita de matéria-prima virgem.</p>
<p>A medida pioneira no Estado do Rio está em sintonia com uma tendência global de eliminar o vilão plástico, mas se não houver comprometimento, todo o trabalho vai para o saco. E se o discurso não caminhar com a prática, o cosumidor ficará de saco cheio.</p>
<p><strong>Texto:</strong> Juliana Dias<br />
<strong>Edição de Imagens: </strong>Carolina Amorim (Fotos Getty Images)</p>
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		<title>Churros, olha os churros</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 21:05:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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A barraquinha de churros ficava no pátio da escola. Na hora do recreio ou na saída, corria para entrar na fila e comprar meu doce favorito, servido quentinho coberto com açúcar e canela, recheado com doce de leite. Lembro bem da figura do vendedor que atendia a clientela estudantil inquieta. Com traquilidade, o moreno de [...]]]></description>
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<p>A barraquinha de churros ficava no pátio da escola. Na hora do recreio ou na saída, corria para entrar na fila e comprar meu doce favorito, servido quentinho coberto com açúcar e canela, recheado com doce de leite.<span id="more-11306"></span> Lembro bem da figura do vendedor que atendia a clientela estudantil inquieta. Com traquilidade, o moreno de meia-idade com sorriso sereno, olhos grandes e negros, barba rala, vestido de bermudão, camiseta e havaiana ficava de pé recheando e embalando os churros. Eu não enjoava de pedir para caprichar no doce de leite. Meu pedido era satisfatoriamente atendido.</p>
<p>Depois que conclui o primeiro grau (na época), nunca mais comi churros com frequência. Cada vez que avisto uma carrocinha, lembro do sabor daquele churros crocante  e quentinho, do doce de leite escorrendo, envolto na mistura acolhedora da canela com açúcar. Ainda não encontrei um vendedor que me ofereça segurança. Na época da gravidez, tive vontade várias vezes de comer churros e parei em uma desses ambulantes. Estava delicioso, entretanto, não voltei praticar o antigo hábito.</p>
<p><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/site_churros.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-11307" title="site_churros.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/site_churros.jpg" alt="site_churros.jpg" width="595" height="270" /></a></p>
<p>O sabor dos churros fica no campo das memórias, daquelas lembranças que não se esquecem com o tempo, ao contrário se solidificam. Os especialistas chamam essa capacidade de evocar informações passadas de memória declarativa, pois está associada à modulação das emoções, de ansiedades ou do estado de ânimo. Após a vitória da Espanha na Copa do Mundo 2010, minha mente fez conexão direta com o doce, e ponderei que seria uma boa desculpa para falar no assunto. Aliado ao fato da conquista da taça, a partir de 2009, cozinha espanhola, especialmente as tapas, entraram em campo no Rio de Janeiro e agradou os cariocas, pela informalidade, diversidade de sabores e a sintonia com clima despojado da cidade. Nessa escalação, o churros não podiam faltar.</p>
<p><strong>A fonte</strong></p>
<p>O churros faz parte da tradição espanhola e está relacionado com comemorações especiais, apesar de ser encontrado facilmente em cafeterias ou consumido no café da manhã. A herança, especula-se, foi transmitida pelos colonizadores árabes, em mais de 700 anos de ocupação. A Espanha abriga famosas “churrerias” ou “chocolaterias”.  Em Madrid, por exemplo, tem a Chocolateria San Gines, aberta em 1890. E, em Pamplona, a Churreria &#8220;La Muñueta, inaugurada em 1872.  “Hoje são pontos de referência e de encontro para locais e turistas”, diz espanhol Antonio Alcaraz. Ele conta que o doce está presente em praticamente todas as regiões do país. É servido sem recheio, apenas com canela e açúcar, servido com chocolate bem espesso ou café com leite.</p>
<p><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/imagem61.png"><img class="size-medium wp-image-11314 alignright" title="churros.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/imagem61-300x181.png" alt="churros.jpg" width="300" height="181" /></a></p>
<p>“É habitual encontrar turmas de amigos e famílias comendo churros com chocolate na noite do Reveillon, no final de festa ou após de uma noitada, antes de voltar para casa. Na  casa de meus pais, quando criancas, comprávamos churros para o café da manhã aos domingo. É uma delícia começar o dia com churros acompanhados com chocolate bem quente. Ainda hoje, quando visito minha família, é  uma tradição que não falta, declara Alcaraz, que em breve vai abri o restaurante Entretapas, em Botafogo. Hoje ele diz que não como com tanta frequência, mas confessa que é difícil resistir a tentação em muitas ocasiões.</p>
<p>Da Espanha, o doce foi introduzido em diversos países, sendo muito consumido também na América Latina. Não poderia deixar de citar o Chaves com episódios emblemáticos com churros. Daí, tem-se uma ideia da popularidade desse alimento. No Brasil, a versão frita e recheada com doce de leite foi a que predominou, disseminado pelas carrocinhas. Por aqui, a característica principal é uma comida de rua, barata e encontrada com facilidade pelas ruas.</p>
<p><strong>Confort food urbano</strong></p>
<p>O Rio de Janeiro já teve uma franquia de churros, mas não emplacou. Entretanto, em menos de uma década, o doce passou a circular os restaurantes bacanas da cidade. A chef Roberta Ciasca, do Miam Miam, foi a primeira a introduzir mini-churros com doce de leite no menu. Homenagem merecida para esse confort food de rua, que permanece até hoje no cardápio da chef. Em 2009, o bar de tapas Venga! incluiu o churros à moda espanhola. E no mesmo ano, o espanhol Eñe inaugurou no Rio. Em 2010, o restaurante incluiu churros no cardápio com doce de leite, da mesma maneira que os cariocas costumam apreciar nas ruas.</p>
<p>As barraquinhas permanecem pelas ruas da cidade, servindo fragmentos de memória para quem quiser recordar. A chef Ciça Roxo conta que os churros lembra aconchego em dias de frio. Ela costuma matar saudades em ponto próximo a sua casa, no Humaitá ou no Venga!, onde assina o cardápio do bar. “Fazemos exatamente como na Espanha. Servidos com chocolate para mergulhar é mais divertido ou interativo”, diz. Seja qual for a maneira de relembrar a infância, é bom saber que é possível encontrar na rua ou no restaurante, uma comida que restaure o ânimo. Assim, a memória poderá ser constantemente alimentada para não esquecer sua origem, suas histórias.</p>
<p>Para quem não resiste aos churros, deguste o ensaio feito por Carolina Amorim sobre tradições alimentares em Madrid: <a href="http://www.flickr.com/photos/carolamorim/4325477943/in/set-72157623211988795/lightbox/" target="_blank">Los Churros</a></p>
<p><strong>Equipe Malagueta </strong></p>
<p><strong>Texto: </strong>Juliana Dias</p>
<p><strong>Fotos e edição de imagens</strong>: Carolina Amorim</p>
<p><strong>Revisão:</strong> Vanessa Souza Moraes</div>
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		<title>É proibido comer&#8230; sal, açúcar e gordura</title>
		<link>http://malaguetacomunicacao.com.br/2010/07/e-proibido-comer-sal-acucar-e-gordura/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 23:24:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[A alimentação infantil é caso de saúde pública desde que o ponteiro da balança começou a subir, revelando que o perfil “gordinho saudável” pode acarretar obesidade e doenças crônicas. Em escala global, os quilos a mais são alvo de políticas públicas, regulamentações e debates calorosos. No Brasil, a recente resolução publicada pela Agência Nacional de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A alimentação infantil é caso de saúde pública desde que o ponteiro da balança começou a subir, revelando que o perfil “gordinho saudável” pode acarretar obesidade e doenças crônicas. Em escala global, os quilos a mais são alvo de políticas públicas, regulamentações e debates calorosos.<span id="more-11175"></span> No Brasil, a recente resolução publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) , em 29 de junho, determina que em seis meses a publicidade de alimentos com muito sal, açúcar ou gordura apresente mensagens de advertências. Assim como acontece nos maços de cigarros, bolos, biscoitos, hambúrgueres e toda sorte de guloseimas deverão informar sobre riscos de cárie dentária, diabetes, doenças do coração, pressão alta e obesidade.</p>
<p>Indústrias do setor alimentício e o mercado publicitário não digeriram bem a medida e lançaram um manifesto, nessa terça-feira, dia 06. O documento foi assinado por doze instituições, entre elas, Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), Agências de Publicidade (Abap) e Associação Indústrias da Alimentação (Abia). O texto cita que a Anvisa “extrapola sua competência ao tentar impor regras para a publicidade”.</p>
<p><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/11/destaq_crianca.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-747" title="destaq_crianca.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/11/destaq_crianca.jpg" alt="destaq_crianca.jpg" width="389" height="187" /></a>A Abia também informou que vai recorrer judicialmente pois, segundo a instituição, a resolução fere duas questões constitucionais: alimentos e bebidas não alcoólicas não constam da lista de produtos sujeitos a advertências definida pelo § 4º do artigo 220 da Constituição Federal. Por isso não podem ser objeto de alertas de malefícios. Em 2009, quando a agência abriu consulta pública sobre publicidade infantil, a Abia anunciou um compromisso público para inibir a publicidade dirigida a crianças até 12 anos. A iniciativa entrou em vigor desde janeiro de 2010 com a adesão de 24 associados. Entre os objetivos, proibição de propaganda de alimentos e bebidas em programas nos quais crianças seja maioria da audiência, e promoções em escolas. Mas o compromisso não tem a intenção de punir quem não cumprir o acordo.</p>
<p>O Conselho de Auto-regulamentarão Publicitária (Conar) divulgou o artigo “O perigo à mesa” assinado pelo presidente Gilberto C. Leifert, onde afirma que “ninguém em sã consciência se opõe à necessidade de consumir dietas balanceadas, praticar exercícios, adotar hábitos saudáveis, aprimorar os produtos e comunicá-los corretamente”. Também cita que a Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou um conjunto de medidas e iniciativas sobre o assunto, a serem implantadas até 2012 pelos países membros, inclusive em termos de regulamentação e auto-regulamentação.  O Conselho lançou o livro &#8220;<strong><a href="http://www.conar.org.br/" target="_blank">O fator publicidade de alimentos e refrigerantes e sua relação com a obesidade</a></strong>”.  &#8221;Nosso objetivo maior é de oferecer mais argumentos àqueles que, como nós, acreditam nos benefícios da dieta do Conar: produtos seguros, alimentação balanceada, atividade física e muita informação&#8221;, afirma Leifert.</p>
<p>No Brasil, são gastos 50 bilhões de dólares por ano com a publicidade infantil, o que representa 5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo estudo desenvolvido pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP). Maria José Delgado Fagundes, gerente de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda dos Produtos Sujeitos a Vigilância Sanitária da Anvisa, destaca que o número é alarmante e aponta a preocupação de  que as crianças são vistas como potenciais consumidores e influenciadores na decisão de compra.</p>
<p><strong><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/imagem21.png"><img class="alignright size-full wp-image-11188" title="caetano.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/imagem21.png" alt="caetano.jpg" width="385" height="571" /></a>Prêmio para não divulgar</strong></p>
<p>Após o Festival de Cannes, o sócio-fundador da agência Crispin Porter &amp; Bogusky, o premiado Alex Bogusky anunciou sua saída da publicidade e seu objetivo de participar da “revolução cultural que está acontecendo em sua maior parte fora do setor”. Em seu blog, publicou um longo post contra a publicidade para crianças. Ele abre o texto propondo  a criação de um novo prêmio destinado às empresas que decidirem parar de usar o poder da publicidade contra as crianças.</p>
<p>Bogusky argumenta que as crianças não estão prontas para lidar com a mídia: &#8220;Seus cérebros são fundamentalmente diferente (dos adultos), a principal diferença é que o desenvolvimento do lado direito do cérebro não começa realmente antes dos 12. Isso é importante porque sem o lado direito envolvido, todas as decisões e conceitos são muito preto ou branco&#8221;, descreve. As crianças dividem as coisas entre boas e ruins, diz ele, não entendem o cinza, e por isso não estão equipadas para entender a publicidade da mesma maneira que um adulto.</p>
<p>Segundo o publicitário, o dinheiro destinado à publicidade para crianças não some, migra para outras ações. Mas para quem tem negócio especializado em publicidade para crianças, Bogusky avisa - &#8220;seu negócio será uma baixa&#8221;. Ele ainda cita os países europeus onde a propaganda para o público infantil foi proibida, em especial a Suécia, que tomou a decisão por considerar que anunciar para elas &#8220;não é justo&#8221; em função do estágio de desenvolvimento do cérebro.</p>
<p>Na ponta do consumo estão as crianças, que não estão totalmente alheias ao que colocam no prato. Com amplo acesso à informação, elas aos poucos vão compreendendo o valor das escolhas alimentares. Não é mais raro ver aquela criança que opta pelo brócolis, como divulgado em uma propaganda de suplemento alimentar. Elas também querem comer saudável, não toleram excesso de peso e estão antenadas com a sustentabilidade do planeta. Muitas vezes elas impõem mudanças nos hábitos das famílias. Pais, educadores e responsáveis pelos menores devem ensinar o percurso do alimento até chegar à mesa, a forma como é produzido, preparado e consumido. Princípios que valem para viver bem e harmoniosamente, cultivando bons relacionamentos e reforçando vínculos com toda cadeia produtiva. Se ensinar a criança o caminho, provavelmente não será a propaganda que irá desvirtuar. Entretanto, medidas para coibir excessos são necessárias, a exemplo de outros países. Informação e educação podem evitar indigestão.</p>
<p><strong>Equipe Malagueta</strong></p>
<p><strong>Texto: </strong>Juliana Dias<br />
<strong> Fotos e edição de imagens:</strong> Carolina Amorim<br />
<strong>Revisão:</strong> Vanessa Souza Moraes</p>
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		<title>Consumo, cultura e sustentabilidade</title>
		<link>http://malaguetacomunicacao.com.br/2010/07/consumo-cultura-e-sustentabilidade/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 09:13:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[“Gastar, comer, destruir, empregar, esgotar, morrer”. Essas seis palavras definem a origem da expressão “consumir”, em latim. Segundo o dicionário Houaiss, o significado também pode ser “apagar-se da memória”, “gastar até o fim; dilapidar” e “comprar em demasia e freqüência, sem necessidade”. A prática, força motriz do capitalismo, símbolo de poder e distinção, está caindo em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Gastar, comer, destruir, empregar, esgotar, morrer”. Essas seis palavras definem a origem da expressão “consumir”, em latim. Segundo o dicionário Houaiss, o significado também pode ser “apagar-se da memória”, “gastar até o fim; dilapidar” e “comprar em demasia e freqüência, sem necessidade”. <span id="more-11052"></span>A prática, força motriz do capitalismo, símbolo de poder e distinção, está caindo em desuso ou, pelo menos, agora é mal vista por sociedades que começam a despertar para a consciência na utilização da Terra. Esta semana foi lançado no Brasil a versão em português do relatório <strong>“Estado Mundo 2010: transformando culturas do consumismo à sustentabilidade”.</strong> O documento é uma das mais importantes publicações periódicas mundiais sobre o assunto. Em sua vigésima sexta edição, aborda, pela primeira vez, o assunto sob o olhar da cultura.</p>
<p>A versão brasileira faz parte da parceria entre o <strong><a href="http://www.akatu.org.br/" target="_blank">Instituto Akatu</a></strong> e o <strong><a href="http://www.worldwatch.org/" target="_blank">Worldwatch Institute (WWI</a></strong>). <strong><a href="http://www.akatu.org.br/akatu_acao/publicacoes/reflexoes-sobre-o-consumo-consciente/estado-do-mundo-2010-transformando-culturas-2013-do-consumismo-a-sustentabilidade" target="_blank">O arquivo está disponível para baixar na íntegra</a></strong>. O relatório é um balanço atualizado com números e reflexões sobre questões ambientais. Um dos dados que chama a atenção é que apenas um sexto da humanidade consome 78% de tudo o que é produzido no mundo. A conclusão é que sem uma mudança cultural que valorize a sustentabilidade em vez do consumismo, nada poderá salvar a humanidade dos riscos ambientais e de mudanças climáticas. O tom alarmista se contrapõe com citação de diversas medidas a favor da reconstrução de valores sociais e culturais.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/site_sustentabil.jpg"><img class="size-full wp-image-11067 aligncenter" title="site_sustentabil.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/site_sustentabil.jpg" alt="site_sustentabil.jpg" width="595" height="270" /></a></p>
<p style="text-align: left;">
Na última década, o consumo de bens e serviços aumentou em 28%, exigindo cada vez mais a utilização de recursos naturais. Atualmente, um europeu consome em média 43 quilos em recursos naturais diariamente – enquanto um americano consome 88 quilos, mais do que o próprio peso da maior parte da população. Há desigualdade também na maneira de consumir. Em 2006, os 65 países com maior renda foram responsáveis por 78% dos gastos com bens e serviços. Os Estados Unidos, ícone das grandes porções, abocanharam 32% do consumo global. Isso porque os norte-americanos representam apenas 5% da população. Se esse modelo vigoraresse, apesar de imperativo nas sociedades urbanas, o planeta comportaria apenas 1,4 bilhões de habitantes.</p>
<p>De acordo com o professor de economia da FEA/USP, Ricardo Abramovay, a compulsão pelo consumo é uma construção social, e o consumismo não guarda relação com liberdade de escolhas. Em artigo publicado no jornal Valor Econômico, Abramovay, também diretor do conselho acadêmico do Akatu, cita exemplos de como empresas, governos, escolas, mídia e religiões convergem, ainda que não articuladas, para promover o desejo de compra sem limites. Hoje, o investimento em publicidade dirigida às crianças está em torno de 17 bilhões de dólares por ano, nos EUA.  Quase dois terços das escolas norte-americanas recebem uma porcentagem da renda das máquinas de vender refrigerantes e guloseimas e um terço delas são financeiramente premiadas quando ultrapassam determinado nível de vendas. O faturamento global com propaganda e marketing, em 2008, foi de quase US$ 650 bilhões.</p>
<p><strong>Linha do tempo da qualidade ambiental e do bem estar social</strong></p>
<p>O documento traça uma interessante retrospectiva cronológica com avanços, retrocessos e tropeços entre outubro de 2008 a  dezembro de 2009 que afetaram a qualidade ambiental e o bem estar social.  Em Sistemas Marinhos, um estudo relata que o dióxido de carbono está aumentando a acidez dos oceanos pelo menos 10 vezes mais rapidamente do que se pensava tempos atrás, com efeitos negativos sobre diversas espécies de crustáceos. Outro levantamento mostra que pesqueiros que criam “peixe forrageiro” de pequeno a médio porte para alimentação de peixes de viveiro, porcos e aves estão afetando tanto os ecossistemas marinhos quanto a segurança alimentar humana.</p>
<p>A boa notícia é que a população de peixes está começando a se recompor em 5 dos 10 maiores ecossistemas marinhos sob manejo rigoroso, sugerindo que esforços para coibir a pesca predatória estão surtindo efeito. E na área de governança, os países da FAO avançam no primeiro tratado global com a finalidade de fechar portos pesqueiros a embarcações envolvidas em pesca ilegal, clandestina e não regulamentada.</p>
<p>A horta orgânica da Casa Branca, iniciativa da primeira-dama Michelle Obama, está registrada na linha do tempo. Outro dado revela que a venda de produtos orgânicos nos EUA alcançou 24,6 bilhões de dólares em 2008, um aumento de 17% em relação a 2007, apesar da crise econômica. Também cita que o estado norte-americano de São Francisco adotou uma “política revolucionária” para aumentar o acesso de alimentos saudáveis. Ao mesmo tempo que apoia a agricultura local, reduz emissões de gases de efeito estufa relativas a embarque de produtos. A contrapartida da América parece uma espécie de redenção para amortizar dados tão expressivos de consumimo desenfreado.</p>
<p>O documento está dividido em 6 capítulos, além de quadros e tabelas, totalizando 298 páginas, com artigos assinados por diversos autores. O capítulo de abertura “Em antigas e novas tradições”,  relaciona os rituais religiosos com as práticas alimentares, e estimula o bom senso no uso dos recursos, como o ensaio sobre modos de produção intitulado “Da agricultura à permacultura”.</p>
<p>No capítulo “Nova tarefa da educação: sustentabilidade” há um artigo intitulado “Repensando a alimentação escolar: o poder do prato público. Em “O papel dos governos”, aborda propostas para construção de cidades sustentáveis e trata da reinvenção dos serviços de saúde. “Mídia: transmitindo sustentabilidade”, apresenta três tópicos a respeito do comportamento dos meios de comunicação para a disseminação da cultura sustentável. O anuário encerra com capítulo sobre os movimentos sociais, onde apresenta soluções, como as ecovilas, e destaca a atuação do movimento <strong><a href="http://www.slowfoodbrasil.com" target="_blank">Slow Food</a></strong>. Entre os bons exemplos da associação de origem italiana estão os Mercados da Terra (encontros de produtores locais com consumidores) e criação de restaurantes e cafés, baseados na premissa em que o alimento deve ser “Bom, limpo e justo”.  Também comenta o lobby dos integrantes do Slow Food em prol das causas sustentáveis. Nos Estados Unidos,  onde se concentram o maior número de membros entre mais de 153 países, o relatório cita a campanha Hora do Almoço. A proposta é convocar o congresso para aperfeiçoar a Lei da Nutrição Infantil a qual estabelece os padrões das refeições escolares nos Estados Unidos. “Todo o movimento Slow Food – por suas atividades está desempenhando um importante papel parafacilitar uma mudança para culturas sustentáveis”, diz a autora Helene Gallis.</p>
<p>O lançamento do anuário aconteceu nessa quarta-feira (30), no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura, em São Paulo. O evento contou com o debate “Transformando Culturas – do Consumismo à Sustentabilidade”. Participaram da discussão, mediada por Hélio Mattar (diretor-presidente do Instituto Akatu), Eduardo Athayde, diretor da WWI, Ricardo Abramovay, professor titutar da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e presidente do Conselho Acadêmico do Instituto Akatu e Lívia Barbosa, diretora de pesquisa do centro de Altos Estudos da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e membro do Conselho Acadêmico do Instituto Akatu.</p>
<p>Para a pesquisadora Lívia, “os vários exemplos citados, possibilitam juntar a cultura ao cotidiano das sociedades, fazendo com que o tema sustentabilidade saia das esferas dos governos e outras entidades e chegue è mesa da nossa cozinha”. O presidente do Akatu concluiu recomendando a leitura do documento que considera &#8220;primordial&#8221; para todos aqueles que têm alguma intenção de cooperar com a preservação do planeta. “O material impulsiona a todos os que têm acesso a ele a agirem em benefício da Terra”. A maneira como as culturas se relacionam com a comida, seja produzindo ou consumindo, está desencadeando uma visão mais crítica sobre a conexão existente no na tríade homem, natureza e cultura. É preciso urgentemente encontrar uma nova expressão para definir a utilização dos recursos naturais, bens e serviços. Consumir não vai combinar com as sociedades que não desejam mais gastar, apagar da memória, destruir ou esgotar.</p>
<p><strong>Equipe Malagueta<br />
Texto: </strong>Juliana Dias<br />
<strong>Fotos e edição de imagens</strong>: Carolina Amorim<br />
<strong>Revisão:</strong> Vanessa Souza Moraes</p>
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		<title>O bife e o futuro da alimentação</title>
		<link>http://malaguetacomunicacao.com.br/2010/06/o-bife-e-o-futuro-da-alimentacao/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 18:06:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

		<category><![CDATA[Carne]]></category>

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		<description><![CDATA[As discussões sobre o futuro da alimentação em diversos momentos da História da civilização é sangrenta, está centrada no consumo de carne vermelha. Política, ecologia, população, poder e previsões passam pela quantidade de bifes que se poder por à mesa.
No livro “O que iremos comer amanhã?” (Ed. Senac), o historiador norte-americano Warren Belasco  apresenta uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As discussões sobre o futuro da alimentação em diversos momentos da História da civilização é sangrenta, está centrada no consumo de carne vermelha. Política, ecologia, população, poder e previsões passam pela quantidade de bifes que se poder por à mesa.<span id="more-10993"></span></p>
<p>No livro “O que iremos comer amanhã?” (Ed. Senac), o historiador norte-americano Warren Belasco  apresenta uma linha do tempo com as principais correntes pró e contra o consumo da proteína de origem animal ao longo dos anos.</p>
<p>A concepção de progresso e civilização está atrelada ao hábito alimentar.Para um grupo, comer carne representa riqueza, soberania e evolução. Para outros, o nível máximo de refinamento e compreensão do mundo não passa perto dos pastos. O desafio de alimentar uma população crescente coloca em questão  fatores como a ocupação de terras cultiváveis e destinada às pastagens, o equilíbrio ambiental e a escassez de recursos naturais., que protegem os campos do desmatamento indiscriminado. Por dividir ruralistas e ambientalistas, o código gera polêmicas, principalmente em ano eleitoral.</p>
<p>O dilema “comer ou não comer carne” permanece vivo na relação contemporânea com a alimentação. Para incrementar essa dúvida crucial, problemas como produção de biocomustíveis e área para cultivo de monoculturas a serviço da agricultura industrial. No Brasil, há algumas questões em torno do consumo de carne em evidência. Em debate, o Código Florestal ameaça restringir a área de criação de bovinos em favor das reservas legais.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/site_carnecrua.jpg"><img class="size-full wp-image-10991 aligncenter" title="site_carnecrua.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/site_carnecrua.jpg" alt="site_carnecrua.jpg" width="595" height="270" /></a></p>
<p>Para colocar ainda mais lenha na fogueira, o Ministério Público Federal do Pará lançou a campanha Carne Legal, no início de junho. O movimento estimula o consumo consciente na produção de bovino, e é um alerta sobre as ilegalidades presentes na cadeia da pecuária. Também defende a necessidade de os consumidores cobrarem informações a respeito da origem da carne que compram nos supermercados.</p>
<p>O Grupo Pão de Açúcar saiu na frente nesta corrida sustentável do bife. A partir desse mês já é possível encontrar carne bovina rastreada. Sob a marca Taec, o produto traz um selo 2D, pelo qual o consumidor poderá acompanhar o processo da cadeia produtiva da carne - do nascimento e engorda até o abate e a desossa dos animais. O projeto teve início há três anos e envolve 40 fazendas. As informações podem ser lidas a partir de um aplicativo para smartphones com leitor 2D ou pela internet, com a inserção do código do produto.</p>
<p>Da política ao supermercado, um suculento corte de picanha ou alcatra pode ameaçar o futuro do planeta. O esforço político está em reconstruir a cadeia produtiva de forma sustentável. E nessa perspectiva, comer carne pode também ser um ato distinto e sofisticado. Basta reparar os cortes e origem do gado em casas especializadas. Sim, o boi também entra na esteira dos produtos gourmet e de terroir. Peças da Austrália, Uruguai, Argentina e Japão disputam o paladar do comensal carnívoro, que aprecia detalhes como níveis de gordura, raça, idade e se interessam pelo tipo de alimentação e tratamento que os animais recebem.</p>
<p>Segundo Belasco, ao falar sobre a centralidade da carne, existem muitos interesses implícitos: raça, gênero, progresso, lucro e poder. Por isso, medidas políticas e econômicas devem ser acompanhadas de perto pela sociedade, que come e não come carne. Do pasto, se alimentam não só os bichos, mas o futuro da humanidade. No livro do historiador, ele escreve: &#8220;porque tanta coisa depende do jantar, especialimente aquele à base de carne e batatas?&#8221;.</p>
<p><strong>Equipe Malagueta</strong><br />
Texto: Juliana Dias<br />
Edição de imagens: Carolina Amorim<br />
Revisão: Vanessa Souza Moraes</p>
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		<title>Lugar de cozinheiro é na escola</title>
		<link>http://malaguetacomunicacao.com.br/2010/06/educacao-e-cozinha-contra-a-obesidade/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 03:50:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante a campanha presidencial de Barak Obama, a chef norte-americana Alice Waters propôs um desafio para o então candidato: Yes, we can eat green! A mensagem sugeria que o jardim da Casa Branca, em Washington, se tornasse referência para os Estados Unidos em consumo de alimentos orgânicos e valorização da produção local.
Após a posse de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a campanha presidencial de Barak Obama, a chef norte-americana Alice Waters propôs um desafio para o então candidato: <em>Yes, we can eat green!</em> A mensagem sugeria que o jardim da Casa Branca, em Washington, se tornasse referência para os Estados Unidos em consumo de alimentos orgânicos e valorização da produção local.<span id="more-10867"></span></p>
<p><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/imagem36.png"><img class="alignright size-medium wp-image-10885" title="obama.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/imagem36-299x198.png" alt="obama.jpg" width="299" height="198" /></a>Após a posse de Obama, a proposta foi apresentada à primeira-dama Michelle, que aceitou a missão. Ela plantou uma horta orgânica com mais de 50 variedades de legumes e frutas em sua nova residência e desde então não parou de semear. Logo depois, inaugurou um mercado de agricultores locais, administrado pela ONG <em>Freshfarm Markets</em>.  Entusiasmada com a empreitada, passou a enriquecer seus discursos de combate a obesidade promovendo hortas orgânicas em escolas e alimentação saudável para crianças.</p>
<p>A mãe de Malia, de 11 anos, e Sasha, de 8,  percebeu que dentro de casa as calorias também estavam sobrando e decidiu tomar uma atitude: <em><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/2010/02/michelle-obama-lanca-campanha-contra-obesidade-infantil/" target="_blank"><strong>Let’s Move!</strong></a></em><strong> </strong>Em fevereiro de 2010, ao lado do marido, o presidente Obama, lançou um plano de ação para combater a obesidade infantil da nação <em>fast food</em>, líder no ranking de excesso de peso e doenças crônicas, provenientes da má alimentação. E até as filhas entraram na dieta.</p>
<p>Em junho, a campanha <em>Let’s Move! (</em>Vamos nos mover, em tradução livre) mobilizou 990 chefs de cozinha e 488 escolas, de 37 estados norte-americanos, para inaugurar o programa <em> Chefs Move to</em> Schools, com o intuito de integrar cozinha e educação, cozinheiros e estudantes em suas comunidades. A ideia é que os chefs possam ajudar crianças e adolescentes a cultivar hábitos saudáveis e se relacionar com a comida local.</p>
<p><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/imagem38.png"><img class="alignright size-medium wp-image-10886" title="obama.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/imagem38-300x207.png" alt="obama.jpg" width="300" height="207" /></a>Diante de uma brigada numerosa, a senhora Obama não poupou elogios às habilidades desses profissionais: “Vocês sabem como ninguém – exceto as avós –  transformar o alimento em um prato bem apresentável e saboroso”. Podem fazer uma salada divertida e deliciosa. Podem ensinar às crianças como cozinhar algo que sejam bom para o paladar e a saúde, e compartilhar a paixão contagiante pela comida, assim como demonstram no exercício de seu ofício”, disse durante o lançamento do projeto. Ela e as filhas apreciam assistir Sam Kass, chef de cozinha da Casa Branca e coordenador da iniciativa, preparando as refeições da família.</p>
<p>O reconhecimento da presença do cozinheiro na escola veio acompanhado do apelo para combater os graves problemas de saúde, enfrentado por aquele país. Para a primeira-dama, pequenas lições como apresentar a origem dos alimentos, ensinar receitas e demonstrar técnicas culinárias básicas, podem incentivar crianças e jovens a fazerem escolhas saudáveis nos próximos anos. A proposta é ampliar o número de participantes, por isso, os chefs residentes nos Estados Unidos podem se<strong> </strong><a href="http://healthymeals.nal.usda.gov/nal_display/index.php?tax_level=1&amp;info_center=14&amp;tax_subject=225" target="_blank"><strong>inscrever,</strong></a> assim como as escolas. No último dia 15 de junho, a mobilização de Michelle já contava com 2.330 chefs e 688 colégios, que podem ser monitorados no mapa<a href="http://healthymeals.nal.usda.gov/schoolmeals/Chef/ChefsMap.php" target="_blank"> online</a>.</p>
<p>No<a href="http://www.letsmove.gov/index.html" target="_blank"> <strong>site</strong> </a>da campanha, há disponível orientação para escolhas saudáveis, alimentação nas escolas, atividades físicas, incentivo ao consumo da produção local e sugestão de livros e games. Blog e vídeos, além da presença em redes sociais, como facebook e youtube, movimentam a proposta da primeira-dama na web.</p>
<p><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/imagem39.png"><img class="alignright size-medium wp-image-10887" title="obama.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/imagem39-246x300.png" alt="obama.jpg" width="246" height="300" /></a>O engajamento de Michelle está em sintonia com a reforma do sistema de saúde, projeto do presidente Obama, aprovado pelo Senado americano em março de 2010. Em 2007, os Estados Unidos gastaram cerca de US$ 2,2 trilhões em assistência médica, o que corresponde a 16,2% do Produto Interno Bruto (PIB), quase o dobro da média dos outros países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).</p>
<p>Projeções indicam que os gastos aumentem de 4% do PIB, em 2007, para 12%, em 2050. Os custos com assistência médica é o maior fator para o crescimento do déficit orçamentário americano. Por isso, no país onde a obesidade virou epidemia e alastrou doenças, é preciso mesmo correr com determinação para transformar a dieta alimentar americana em porções saudáveis e equilibradas para sanar as despesas com saúde e o prejuízo financeiro. Se os americanos são acusados de disseminar comida rápida, barata e abundante pelo mundo, agora é hora de conter a onda global do excesso de peso e comida. Foi dada a largada. A mensagem é clara:<em> Let’s move. We Ca eate green</em><em>!</em></p>
<p><strong>Equipe Malagueta<br />
Texto: <span style="font-weight: normal;">Juliana Dias</span><br />
</strong><strong>Edição de imagens: <span style="font-weight: normal;">Carolina Amorim ( fotos do site da <a href="http://www.whitehouse.gov/blog/2010/06/04/chefs-move-raise-a-healthier-generation-kids">Casa Branca</a>)</span><br />
Revisão: </strong>Vanessa Sousa Moraes</p>
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		<title>Graduação em Gastronomia na UFRJ</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 21:35:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[A cozinha agora é objeto de estudo acadêmico no Estado do Rio de Janeiro. No próximo vestibular da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o curso de bacharelado em Gastronomia estará entre as opções de carreira. Proposto pelo Instituto de Nutrição Josué de Castro (INJC), a qualificação está baseada em três eixos temáticos: Saúde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span>A cozinha agora é objeto de estudo acadêmico no Estado do Rio de Janeiro. No próximo </span><strong><a href="http://www.acessograduacao.ufrj.br/" target="_blank">vestibular</a></strong><span> da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o curso de bacharelado em Gastronomia estará entre as opções de carreira.<span id="more-10776"></span> Proposto pelo</span><span> </span><strong><a href="http://www.nutricao.ufrj.br/index.htm" target="_blank">Instituto de Nutrição Josué de Castro</a></strong><span> (INJC), a qualificação está baseada em três eixos temáticos:</span><span> </span><span>Saúde e Hospitalidade, Ciência dos Alimentos e Gestão de Serviços. É a primeira universidade pública do Estado a oferecer esta disciplina, e a quarta no Brasil. As federais da Bahia, Ceará e Pernambuco já oferecem a formação de gastrônomo. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Na cidade onde Gastronomia é considerada cultura, a iniciativa do INJC demonstra sinergia ao promover, por meio da educação, qualificação na área que ganhou notoriedade no mercado de trabalho, mas carece de profissionais munidos visão de integrada com outras áreas de conhecimento. Segundo a professora</span><span> </span><span>Nilma Morcef, coordenadora do projeto de implantação, “o enfoque científico, a formação voltada para a valorização sociocultural e para a sustentabilidade ambiental, além da orientação para a promoção da saúde, são diferenciais fundamentais da proposta curricular do curso”.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/site_estudo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10777" title="site_estudo.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/site_estudo.jpg" alt="site_estudo.jpg" width="595" height="270" /></a><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal">Com abordagem multidisciplinar, a nova carreira se propõe a ser um instrumento para recuperar, preservar e divulgar valores culturais e históricos da alimentação brasileira, especialmente do Rio. Em sintonia com tendências da alimentação contemporânea, o curso trata de questões pertinentes como produção local, recursos naturais, sustentabilidade e melhoria das condições de alimentação.</p>
<p class="MsoNormal">A finalidade, explica a professora Nilma, é formar profissionais qualificados, em nível de bacharelado, para atuar em três frentes: mercado, ensino e pesquisa. O perfil desse gastrônomo será generalista, humanista e crítico, pautado no rigor científico e intelectual, e em princípios éticos. Os futuros bacharéis poderão atuar em empreendimentos gastronômicos, desenvolvimento de produtos alimentícios, no ensino e em outros campos da gastronomia. “O profissional formado pela UFRJ terá como orientação a promoção da saúde dos consumidores, da dignidade dos trabalhadores, da conservação dos recursos ambientais e do equilíbrio da terra”, diz a coordenadora.</p>
<p class="MsoNormal"><span>Desde 2008, o INJC estuda a proposta do curso, aprovada no último dia 27 de maio pela</span><span> </span><span>Conselho Universitário (Consuni). O projeto pedagógico foi estruturado a partir de oficinas temáticas realizadas com chefs e profissionais gastrônomos na área, avaliação de matrizes curriculares de curso de gastronomia, além da assessoria pedagógica do</span><span> </span><span>Núcleo de Tecnologia em Educação para a Saúde </span>(<span>NUTES</span>)<span>, da UFRJ, e as contribuições dos docentes do Instituto Josué de Castro. As disciplinas abrangem</span><span> </span><span>quatro unidades: Núcleo de Pesquisa de Produtos Naturais (NPPN), Escola de Belas Artes (EBA), Escola Politécnica, por meio do Programa de Engenharia de Produção e o NUTES.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Entre as matérias estão</span><span> </span><span>História da Alimentação e da Gastronomia; Bases Moleculares da Gastronomia; Alimentação e Sustentabilidade; Gastronomia e Hospitalidade; Gastronomia para Grupos específicos; Metodologia e Percepção Visual em Gastronomia; Alimentação e Cultura; Fundamentos em Gestão Contábil-Financeira; e Iniciação Científica. Na grade também estão previstas aulas de Culinárias Francesa, Regional Brasileira, do Mediterrâneo, Asiática; Panificação e Massas; e Confeitaria. O aluno ainda fará estágio nas três áreas temáticas do curso, que será oferecido no período de 14h às 19h. A princípio serão 20 vagas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>O curso de graduação é o início do investimento da UFRJ na área de Gastronomia. De acordo com Nilma, está prevista a abertura de projetos de extensão e de capacitação para diferentes formas de atuação. “</span><span>Pretende-se, assim, atender à demanda por pessoal qualificado, ao mesmo tempo em que se promoverá a inserção de pessoas, até então marginalizadas do mercado de trabalho, quer seja como empregado, quer seja como empreendedor e multiplicador de empregos e renda”, justifica a coordenadora. </span>A criação da disciplina e de projetos de extensão em uma universidade pública tem papel importante na questão da inclusão social, em especial para a comunidade do entorno da UFRJ.</p>
<p class="MsoNormal">Nilma defende a universidade como espaço apropriado para a discussão de temas importantes para a sociedade. Levar a cozinha para a academia, a exemplo de países como França, Itália, Espanha e Portugal, é investir na preservação das cozinhas regionais e no fortalecimento da identidade local. “No âmbito da Gastronomia, percebemos um interesse social bastante significativo em relação ao entendimento da alimentação e de sua repercussão na saúde do indivíduo, dos hábitos alimentares constituídos e de suas modificações, da necessária recuperação e preservação da tradição culinária local e da importância da alimentação do ponto de vista social e econômico”, justifica a coordenadora.</p>
<p class="MsoNormal">O Instituto de Nutrição Josué de Castro mantém a vocação para o pioneirismo nos estudos ligados à alimentação. Foi a primeira instituição do Estado do Rio de Janeiro a lançar o Programa de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) em Nutrição. E, em breve, o INJC vai inaugurar cursos de Pós Graduação (Especialização, Mestrado e Doutorado) em Gastronomia. Iniciativas como essas contribuem para que a biodiversidade alimentar brasileira seja reconhecida dentro e fora do país, formando cidadãos conscientes e preparados para lidar com o patrimônio imaterial, que é a comida.</p>
<p class="MsoNormal"><span><span><br />
<strong>Equipe Malagueta<br />
Texto: <span style="font-weight: normal;">Juliana Dias</span><br />
Edição de imagem: </strong>Carolina Amorim<br />
<strong>Revisão:</strong> Vanessa Sousa Moraes</span></span></p>
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		<title>Memorial da doçaria portuguesa</title>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2010 21:49:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[“É próprio para o que é doce e para se fazer um doce, ou comê-lo, destinar um tempo de devotamento.  Um tempo que vai muito além do relógio.  (&#8230;) Há um valor agregado ao que é doce, pois, viver um doce é uma especialidade, uma vocação (&#8230;)”, Raul Lody.
O gosto por doces açucarados é tradição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“É próprio para o que é doce e para se fazer um doce, ou comê-lo, destinar um tempo de devotamento.  Um tempo que vai muito além do relógio.  (&#8230;) Há um valor agregado ao que é doce, pois, viver um doce é uma especialidade, uma vocação (&#8230;)”, Raul Lod</em>y.<span id="more-10663"></span></p>
<p><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/site_cave.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-10664" title="site_cave.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/site_cave-300x136.jpg" alt="site_cave.jpg" width="300" height="136" /></a>O gosto por doces açucarados é tradição que permanece até hoje no paladar do brasileiro. Essa predileção ainda causa estranheza nos europeus, por exemplo, acostumados a uma doçaria mais comedida. No Brasil, a influência do açúcar determinou a cultura, a economia e moldou a sociedade. Sem esse ingrediente não é possível compreender as origens e tradições históricas do país, conforme Gilberto Freyre apresentou em seu livro “Assucar”.</p>
<p>A esquina da Rua 7 de Setembro com Uruguaiana, no Centro do Rio de Janeiro, abrigou o templo mais antigo da cidade dedicado ao açúcar. Fundada em 5 de março de 1980, a confeitaria <strong><a href="http://www.confeitariacave.com.br/" target="_blank">Cavé </a></strong>completa 150 anos em 2010, mantendo-se como um memorial da doçaria tradicional portuguesa.</p>
<p><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/imagem33.png"><img class="alignright size-medium wp-image-10672" title="doce.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/imagem33-213x300.png" alt="doce.jpg" width="213" height="300" /></a>Embora tenha sido fundada pelo francês Auguste Charles Felix Cavé, os doces portugueses sempre foram as estrelas do menu. Os pastéis de nata (folhado com creme especial de ovos), um dos mais tradicionais da cidade, divide com o Toucinho do Céu (de amêndoas) e o Dom Rodrigo (fios de ovos e canela) o posto de mais antigo e representativos da confeitaria.</p>
<p>A influência portuguesa também está presente na decoração. Além do painel de azulejos com a Torre de Belém, cidade-natal dos famosos pastéis, a casa é enfeitada com lenços legítimos portugueses, usados, ainda, no uniforme dos funcionários. Diariamente, são produzidos cerca de mil doces por uma equipe de 12 confeiteiros liderados por João Alves Figueiredo. Os quitutes saem logo pela manhã e, ao longo do dia, a experiência sabe dosar o que precisa ser reposto.</p>
<p>Há sete anos, os sócios e portugueses Henrique Bernardo (70) e Antônio Antunes (78) assumiram a direção da confeitaria. Ambos já freqüentavam e apreciavam a casa, mas não se conheciam. A nova sociedade da Cavé foi firmada na porta da casa. No mesmo dia, eles foram apresentados e ingressaram no negócio completamente novo para a dupla. Em comum, o fato de terem nascido no mesmo país e a paixão pelas tradições culinárias da terra-natal. O fundador ficou à frente da casa até 1922. Daí em diante, já foi administrada por vários sócios.</p>
<p><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/imagem44.png"><img class="alignright size-medium wp-image-10673" title="cave.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/imagem44-199x300.png" alt="cave.jpg" width="199" height="300" /></a>Mudanças também ocorreram no ponto. Em 2000, a confeitaria deixou o Edifício Cavé, onde funcionou por 140 anos, e passou a ocupar a loja ao lado na Rua Sete de Setembro, 137. Mas manteve o prestígio e a tradição tanto na arquitetura com lustres, vitrais e vidros de influência francesa e mesas e cadeiras com inspiração espanhola; quanto nos doces e nos salgados.</p>
<p>Em agosto de 2007, a casa passou por uma expansão e inaugurou mais uma loja na Rua Uruguaiana 11, do outro lado do edifício tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional). Esta é para lanches rápidos, mas com o mesmo charme e abundância de doces.</p>
<p><strong>Memorial do assucar</strong></p>
<p>Na entrada, duas vitrines enfeitadas com delicadezas açucaradas lembra um altar com oferendas. É preciso ter reverência. O corredor é estreito e comprido com um longo balcão recheado de pastéis de nata, ovos moles de Aveiro, alunete, brisa, queijadinha de Évora, guardanapos de doce de ovos, margarida (folhado com creme de baunilha), ratinho (massa de bolo, coco, amêndoas e canela), jesuíta (folhado com creme, suspiro e castanha), pingo de tocha (fios de ovos e açúcar), Polka (massa de bomba com chantily e morango). Haja fé.</p>
<p><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/imagem55.png"><img class="alignright size-medium wp-image-10674" title="doces.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/imagem55-300x198.png" alt="doces.jpg" width="300" height="198" /></a>Adentrar nesse templo da doçaria tradicional portuguesa, que ostenta tradição, qualidade e prestígio é de suspirar. É para comer rezando. E ainda é preciso ter cuidado para não cair em tentação. Os doces franceses também habitam por lá como palmier (com cobertura doce de ovos), croissant (chocolate/ creme), Mil Folhas e Eclair (bomba de chocolate). Os brasileiros têm lugar cativo com os sonhos com creme, quindim e queijadinha. As criações exclusivas da casa - Tarte de Ricota, Biscoito Raiva (chocolate com canela) e Petit Four de Nozes – merecem uma prece. Não comer é um sacrilégio.</p>
<p><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/imagem64.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-10675" title="garcon.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/imagem64-187x300.png" alt="garcon.jpg" width="187" height="300" /></a>É preciso fôlego para atravessar esse corredor e chegar ao nostálgico Salão de Chá. Parece que o tempo parou por lá. Nas mesas, é possível identificar saudosistas, gerações que costumavam depois da aula ou da visita ao Centro se deliciar na Cavé. No salão, um simpático e atencioso senhor que atende pelo nome de Waldir Ramos de Melo (73) é um patrimônio vivo.</p>
<p>Como citou o antropólogo Raul Lody, preparar e comer doce é uma devoção. No caso de Waldir, servir também é. Com 33 anos de casa, ele abre um sorriso ao contar histórias de sua jornada na confeitaria. Já serviu Carlos Drummond de Andrade, Nelson Rodrigues e Mario Lago. “Aqui é de geração para geração. Mudou de ponto, mas não mudou de qualidade”, diz Waldir. Também já passaram por lá nomes como  Marechal Deodoro da Fonseca, barão do Rio Branco, Olavo Bilac, Ruy Barbosa e Pereira Passos.</p>
<p>Waldir não é único patrimônio da casa. O mestre confeiteiro João Alves Figueiredo começou como garçom em 1981. Nas folgas, o índio da aldeia Tapuia, na Paraíba, arriscou aprender o ofício e recebeu o aval do antigo chefe para assumir os tachos. Já são quase 30 anos de Cavé. Os funcionários também são responsáveis por preservar esse templo do doce, que representa uma fatia caprichada de história, cultura e memória.  Mudanças de dono e de lugar não ofuscaram a majestade da Cavé, que segue imponente. Em 150 anos, segundo informações da casa, já foram produzidos cerca de 5,8 milhões de doces portugueses, sendo mais de 1,4 milhões eram pastéis de nata, o carro-chefe. Se a Cavé tivesse que importar de Portugal o tradicional creme utilizado nos doces, em 20 anos, teriam chegado ao Brasil sete containers com cerca de 20 toneladas cheinhos do tradicional creme. Visitar a confeitaria mais antiga do Rio é uma peregrinação ao memorial mais atual da doçaria que serviu de base para as guloseimas brasileiras.</p>
<p><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/imagem72.png"><img class="alignright size-medium wp-image-10676" title="salao.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/imagem72-300x198.png" alt="salao.jpg" width="300" height="198" /></a>“O doce é um oferecimento festivo e muito especial, pois comer o doce é quase que comer o prazer ali representado pelo açúcar - com cravo, canela, frutas, chocolate - ou qualquer outro ingrediente que traga referências de um momento especial para o paladar, como uma sobremesa ou mesmo como gula”, escreve Raul Lody no artigo<a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/2009/04/quando-comer-doce-representa-comer-gente-ou-uma-doce-antropofagia/" target="_blank"> Quando comer doce representa comer gente ou Uma doce antropofagia</a> . Amém!</p>
<div><a href="http://www.flickr.com/photos/carolamorim/sets/72157624155946540/show/" target="_blank">Galeria de fotos</a></div>
<div><strong>Equipe Malagueta</strong></div>
<div><strong>Texto: </strong>Juliana Dias</div>
<div><strong>Fotos:</strong> Carolina Amorim<br />
<strong>Revisão: </strong>Vanessa Sousa Moraes</div>
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		<title>Na rota do pescado</title>
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		<pubDate>Sat, 22 May 2010 01:36:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Até 2011, o Brasil terá 20 Terminais Públicos Pesqueiro (TPP) com o intuito de otimizar as atividades de recepção, movimentação, armazenagem, beneficiamento, comercialização e distribuição de pescado e mercadorias relacionadas. O projeto é do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e prevê cinco na região Sudeste, oito no Nordeste, cinco no Norte e um no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Até 2011, o Brasil terá 20 Terminais Públicos Pesqueiro (TPP) com o intuito de otimizar as atividades de recepção, movimentação, armazenagem, beneficiamento, comercialização e distribuição de pescado e mercadorias relacionadas. <span id="more-10524"></span>O projeto é do <strong><a href="http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/seap/" target="_blank">Ministério da Pesca e Aquicultura </a></strong>(MPA) e prevê cinco na região Sudeste, oito no Nordeste, cinco no Norte e um no Sul. Até o momento, existem quatro em operação: Santos e Cananéia em São Paulo, Laguna em Santa Catarina e Vitória, no Espírito Santo.</p>
<p>No Rio de Janeiro, os TPPs serão construídos na baía de Angra dos Reis e na Ilha do Governador. A previsão de início das obras é em junho, e falta apenas a licença do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para começar. Com investimento de 48 milhões, o terminal está sendo projetado sob concepção moderna, a exemplo de mercados similares em países como Estados Unidos, França, Japão, Portugal, Austrália e Inglaterra, segundo o MPA. Além de estruturar a circulação de pescado e a qualidade, a proposta é associar turismo, lazer e gastronomia e educação para o consumidor. Também estão previstos cursos de qualificação como corte de pescado, manipulação e culinária para pesca.</p>
<p>Dados do MPA informam que o Rio de Janeiro é o terceiro maior produtor do Brasil, com cerca de 75 mil toneladas por ano, atrás de Santa Catarina e Pará. No entanto, o Rio é maior consumidor de pescados, inclusive de importados. No TPP da Ilha do Governador, que será construído no bairro da Ribeira, está previsto a construção de um restaurante panorâmico voltado para a Baía da Guanabara. A construção será feita em uma área de 24 mil metros quadrados, onde funcionava a antiga Marinha Governador, hoje pertencente ao MPA.</p>
<p>Hoje, o Estado que lidera o consumo de peixes não oferece boas condições para a comercialização, o que acarreta prejuízo no frescor e qualidade, fatores indispensáveis na hora da compra. A recepção e distribuição é feita em mais de 30 pontos de desembarque clandestinos, entre eles, na Ilha da Conceição, em Niterói, conhecido como 88, em referência a antiga fábrica de sardinhas que funcionava no local. O MPA alerta que esses desembarcadouros não possuem infra-estrutura necessária para manter o pescado em boas condições até chegar ao consumidor.</p>
<p>O frescor e o caminho percorrido pelos alimentos é uma das preocupações contemporâneas em relação à sustentabilidade na alimentação. O caminho mais curto implica em preservação das características essenciais, redução de emissão de gases e valorização da culinária local. Segundo o superintendente federal de Pesca e Aquicultura no Rio, Jayme Tavares, a população terá peixe mais barato e mais fresco. Antes de chegar nos mercados, o pescado percorre longas distâncias em caminhões. “Não comemos peixe com menos de 30 horas de pescado”, afirma o superintendente.</p>
<p>Apesar dos benefícios prometidos pelo Ministério, existem movimentos contrários à construção do terminal na Ribeira. O local escolhido fica no entorno de uma unidade de conservação, a Aparu do Jequiá, protegida por leis ambientais, estaduais e municipais. A associação S.O.S Ribeira levantou seis argumentos para se opor ao TPP. Além da questão ambiental, a aviação poderia estar em risco, pois os barcos pesqueiros e terminais atraem pássaros perigosos. A Ribeira é um ponto de passagem dos aviões dos aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim. A estrutura urbana da Ilha do Governador não suportaria o fluxo intenso de caminhões, já que tem apenas uma entrada e uma saída; e a crise habitacional, já que a mão de obra precisaria se mudar para o bairro, causando superpopulação na região. A polêmica gerou tantos protestos por conta dos moradores locais, que foi realizada na última-quinta feira (20) uma audiência pública na Assembléia Legislativa do Rio com a presença de autoridades, representantes de associações de moradores e sindicados.</p>
<p>Técnicos do MPA esclareceram na plenária as questões relacionadas ao risco para a aeronáutica, apresentando parecer da Marinha que credencia a obra. Em relação ao sistema de transporte, não houve esclarecimentos consistentes, ponto crucial na região, que já apresenta fluxo intenso e crítico, sem opções de transporte e saídas. Curiosamente, apesar das reclamações dos insulanos repercutida em jornais, não havia faixas contrárias, apenas a favor.</p>
<p>O MPA garante que o TPP do Rio não terá nada que possa lembrar o antigo Terminal e mercado de peixe da Praça XV cujos problemas, como mau cheiro e sujeira, ainda permanecem vivos na lembrança do carioca. Com o novo terminal, a qualidade do pescado ao consumidor final estará plenamente assegurada.</p>
<p>Para tranqüilizar a população o MPA justifica que o cais de 110 metros será destinado para desembarque de pescado com área coberta planejada para acondicionamento dos peixes assim que chegarem ao Terminal. Dentro dessa estrutura, o pescado será apenas selecionado e lavado, não sendo eviscerado, o que evitará a produção de resíduos sólidos. Após essa etapa, o pescado vai para a área seguinte em direção ao interior do Terminal, também coberta, onde será comercializado e embarcado em caminhões frigoríficos.</p>
<p>Em 9 de junho haverá nova audiência pública e está prevista uma visita do presidente Lula ainda nesse semestre para assinatura de contratação da obra. De acordo com o superintendente Tavares, a construção é fundamental não só para os pescados mas para toda cadeia de abastecimento na qual estão incluídos restaurantes, hotéis e supermercados.</p>
<p>O desenvolvimento sustentável da aqüicultura está em destaque na pauta das discussões sobre produção e consumo de alimentos. O projeto dos TPPs coloca ainda mais isca para alimentar a discussão não só da qualidade do pescado, mas do caminho percorrido para chegar à mesa e suas implicações ambientais e sociais. O Informativo Malagueta vai acompanhar de perto a instalação do terminal no Rio para trazer informação e reflexões sobre o consumo e a sustentabilidade dos pescados.</p>
<p><strong>Equipe Malagueta<br />
Texto:<span style="font-weight: normal;"> Juliana Dias</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><strong>Fotos e edição de imagens: </strong>Carolina Amorim </span></strong></p>
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		<title>Cozinhar é diversão e arte</title>
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		<pubDate>Fri, 14 May 2010 20:57:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

		<category><![CDATA[cozinhar]]></category>

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		<description><![CDATA[Há dez anos, em 13 de maio é comemorado o Dia do Chef de Cozinha, iniciativa liderada pela Abaga (Associação Brasileira da Alta Gastronomia). Aliada a outras entidades do setor, o grupo solicitou a aprovação de Projeto de Lei na Câmara Municipal de São Paulo para instituir a comemoração. A lei se refere à capital [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há dez anos, em 13 de maio é comemorado o Dia do Chef de Cozinha, iniciativa liderada pela <a href="http://www.abaga.com.br/" target="_blank">Abaga</a> (Associação Brasileira da Alta Gastronomia). Aliada a outras entidades do setor, o grupo solicitou a aprovação de Projeto de Lei na Câmara Municipal de São Paulo para instituir a comemoração.<span id="more-10414"></span> A lei se refere à capital paulista, mas a medida foi incorporada ao calendário nacional pelos chefs e profissionais da área.</p>
<p><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/site_cozinha.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-10442" title="site_cozinha.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/site_cozinha-300x136.jpg" alt="site_cozinha.jpg" width="300" height="136" /></a>Em uma década, a profissão de cozinheiro não ficou mais restrita a hotéis e restaurantes.  O chef invadiu a cozinha doméstica e o avental virou sonho de consumo para homens, mulheres e crianças. O fenômeno foi retratado em recente pesquisa realizada pela agência de publicidade <a href="http://www.novasb.com.br/" target="_blank">Nova S/B</a> em parceria com a <a href=" http://www.interscience.com.br" target="_blank">TNS Research</a> sobre as expectativas e atividades de lazer dos brasileiros. O estudo resultou no banco de dados Inova (Indicadores de Valores e Atitudes).</p>
<p>A amostra foi feita no último trimestre de 2009 com 2.772 pessoas, entre 18 e 65 anos, de todas as classes sociais, em 22 cidades. Na lista com 16 atividades sobre “O que eu fiz nos últimos três meses”, cozinhar ficou em quarto lugar com 69%, entre passar o tempo com a família (72%) e passar o tempo com os amigos (66%). A cozinha desbancou itens como “Fui a bares” (43%), “Jantei fora em restaurantes” (33%) e “Fui a descotecas, clubes e festas” (29%). O tópico “O que é mais importante para você?” elegeu o “sucesso na família” com 65%, o que permite cruzar com as atividades de lazer e concluir que a casa é o novo espaço social, e a alimentação virou entretenimento.</p>
<p><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/imagem31.png"><img class="alignright size-medium wp-image-10444" title="cortando.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/imagem31-201x300.png" alt="cortando.jpg" width="201" height="300" /></a>Cozinhar passou a ser considerada uma atividade lúdica, prazerosa e de lazer. É também momento de convívio, aprendizado sobre culturas, histórias, e memória. Devido a esse punhado de atributos, livros de cozinha, programas de TV, sites, blogs, revistas e jornais abriram espaço para os mestres-cuca ensinarem seus dotes para uma legião de entusiastas da gastronomia.</p>
<p><strong>Chef em casa, na TV<br />
<span style="font-weight: normal;">De acordo com a análise preliminar do Informativo Malagueta, o primeiro do ranking também tem ligação com a cozinha. A televisão continua sendo o “esporte” preferido dos brasileiros com 91%. Em pesquisa rápida pelos sites de canais a cabo, é possível comprovar o crescimento de programas de culinária nas grades de programação. A figura do chef é presença marcante em casa, seja pela porta ou  TV.</span></strong></p>
<p>No canal GNT, oito programas falam sobre o tema, entre eles, o reality show <a href="http://gnt.globo.com/Que-Marravilha-/index.shtml" target="_blank">“Que Marravilha”</a>, apresentado por Claude Troisgros. Esse novo formato de programa se alinha com os números da pesquisa da Nova S/B. O chef francês vai até a casa do telespectador ensiná-lo a cozinhar. A seleção é feita através de vídeo enviado pelo candidato, que precisa convencer Claude por que a sua cozinha (ou a cozinha de alguém muito querido) precisa de sua ajuda. O felizardo passa um dia com o chef, além ensinar as receitas, faz as compras e acompanha o desempenho do candidato em uma refeição preparada para convidados, com direito a nota.</p>
<p>No próximo dia 17, o canal<a href="http://www.foxlife.com.br/br/" target="_blank"> Fox Life Brasil</a> lança o programa Cozinha Caseira com a participação de um grupo de jovens cozinheiras. A ideia é ensinar receitas para a mulher moderna que concilia casa e trabalho. No time estão as chefs cariocas Mariana Rodrigues e Marina Hernandez, que compartilham menus descomplicados para agradar a família e os amigos. Afinal, a mulher que foi para o mercado de trabalho também quer se divertir cozinhando.</p>
<p>Mariana Rodrigues, que já atuou como Personal Chef e dá aulas de culinária,  explica que a comida caseira hoje é um diferencial para a qualidade de vida. “Acho que as mulheres modernas querem cozinhar agora porque se preocupam com a saúde e em agradar a família. Numa época de tantos alimentos industrializados, saber fazer uma comidinha caseira é tudo de bom. Além disso, precisamos cuidar mais da nossa saúde, usando alimentos menos processados e mais orgânicos”, diz a chef, que vai assumir a cozinha do Café Del Mar, no Rio.</p>
<p><strong>Chef em casa, na porta<br />
<span style="font-weight: normal;">A chef <a href="http://www.karencouto.com/" target="_blank">Karen Couto</a> oferece o serviço de Alta Gastronomia em domícilio. Depois de trabalhar por nove anos na Europa e fazer parte da companhia de eventos gastronômicos de Ferran Adriá, ela retorna ao Brasil para atender os clientes em casa. No Rio há cinco meses, Karen comprova a demanda pela presença do chef nas residências e o interesse em cozinhar. </span></strong></p>
<p><a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/imagem51.png"><img class="alignright size-medium wp-image-10446" title="cozinhandp.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/imagem51-199x300.png" alt="cozinhandp.jpg" width="199" height="300" /></a>“Os clientes têm vontade de experimentar novidades e o paladar das pessoas está cada vez mais refinado e exigente. O que para o meu trabalho é ótimo”, explica Karen, que além de jantares particulares e eventos, também dá aulas para cozinheiras domésticas. No dia a dia, é mais difícil cozinhar, conta a chef, mas entre amigos organiza encontros com freqüência. “Peixe e frutos do mar quase sempre sao protagonistas, pois o preparo é rápido”, diz.</p>
<p>Há sete anos, o chef Frederic de Mayer, do Eça, realiza jantares em casa. O restaurante fica no Centro do Rio, dentro da loja HStern, e abre apenas para almoços. Quem não tem a oportunidade de almoçar, pode contratar De Mayer para um jantar particular. “Nosso serviço, apesar de ser muito exclusivo, é acessível. Outro ponto importante é que estou sempre presente nos jantares, e acho que isso faz toda a diferença. Consegui, aos poucos, também convencer a clientela acostumada a buffet e serviço a <em>l’americaine</em> que o serviço volante de mini-pratos é bem bacana e diferente. Hoje em dia faço cada vez mais e é aí que posso mostrar nosso diferencial”, justifica o chef.</p>
<p>Ele destaca o crescimento das cozinhas gourmets nas casas. “Todo mundo quer impressionar, mostrar que sabe fazer uma carne ou um peixe diferente. Só que na hora H vê que não é tão fácil e demanda, às vezes, muitas horas de preparação e, o prêmio é uma cozinha suja para limpar depois. Então, quem não sonha em poder curtir uma festa na sua própria casa sem ter que fazer nada?”, diz.</p>
<p>P<a href="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/imagem61.png"><img class="alignright size-medium wp-image-10447" title="cortando.jpg" src="http://malaguetacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/imagem61-300x199.png" alt="cortando.jpg" width="300" height="199" /></a>ara de Mayer, ainda existem poucas opções de restaurantes numa cidade como o Rio. “É um serviço que se você compra seu próprio vinho sai bem mais em conta que no restaurante. Você pode, ainda, tirar umas dicas do chef de como temperar e etc. Tenho uns grupos que até dividem a conta”, acrescenta.  Ele também gosta de cozinhar na sua casa, mas a visita freqüente na clientela não permite praticar no dia a dia. Para incentivar esse prazeroso hábito, ele acaba de reformar sua cozinha, que será uma extensão da sala de estar. “Vou voltar aos velhos tempos. O que mais gosto é de preparar peixes e frutos do mar, além de uma boa sobremesa com chocolate Belga, que não podefaltar”, finaliza.</p>
<p>A chef Ana Salles, do Gula Gula, deu aulas durante em ano no espaço Café em Pauta. Segundo ela dar aulas de culinária está se tornando um negócio lucrativo, devido ao perfil elevado do público. “Virou um programinha como ir ao cinema, só que mais informal, as pessoas se reúnem em volta da cozinha e bebem um vinho, acaba virando uma ‘farra’”, comenta, que costuma fazer pães para aliviar o estresse. “É uma terapia mental”, completa.</p>
<p>A pesquisa aponta a cozinha como mediadora de relacionamentos pessoais e profissionais. Os dados dão uma pista de que a mesa ainda é o lugar oficial do convívio e da comunhão, o fogo não transforma apenas os ingredientes, mas as relações, e a comida preenche o estômago e alma. Cozinhar em casa não é falta de opção, mas uma escolha de quem deseja manter a convivialidade. Não é atividade para quem não tem dinheiro, mas para quem busca exclusividade com sabores de alta qualidade. Não é um mercado à margem do setor de alimentação. É uma oportunidade de negócios, que estimula o empreendedorismo.</p>
<p><strong>Equipe Malagueta<br />
Texto: Juliana Dias<br />
Edição e fotografia: Carolina Amorim<br />
Revisão: Vanessa Souza Moraes</strong></p>
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