A culinária carioca guarda tradições que revelam a origem e formação da cidade. Um dos pratos que compõem o receituário e alimenta a memória do carioca é o Angu do Gomes. Entre as décadas de 50 e 80, as cerca de 40 barraquinhas espalhadas pelas praças do Rio, viraram um ícone da noite e da boemia. Artistas, celebridades, políticos, trabalhadores, jornalistas e taxistas batiam ponto no Gomes, o mata-fome barato, gostoso e substancioso.
A saga do angu à moda carioca, com influências portuguesas e africanas, está registrada no e-book “Angu do Gomes: breve relato sobre o prato oficial da noite carioca”. O projeto foi idealizado pelas jornalistas Carolina Amorim e Juliana Dias e tem o objetivo de resgatar a memória da culinária carioca. O fubá Granfino, pré-requisito para fazer a receita original, patrocinou o e-book.
Com prefácio do escritor Ruy Castro, o livro traz depoimentos de personagens como Basílio Pinto, um dos sócios das carrocinhas; os jornalistas Cora Ronai, Nelito Fernandes, Washington Rodrigues e Jota Carlos, além de reunir fatos de jornais e revistas que contam os tempos áureos do Angu do Gomes.
A proposta do e-book é uma iniciativa 2.0, que a partir de agora deverá ser construído com o depoimento de freqüentadores das famosas barraquinhas. Através do e-mail angudogomes@malaguetacomunicacao.com.br, o público poderá contar histórias ligadas ao lendário angu.


