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Revolução da Comida - Bio Chip, Ana Branco - no site SindRio
A revolução da comida “Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a Terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento”, Gênesis 1:29. A feira, que começou com uma barraquinha de sucos, agora tem 30 voluntários, formado por alunos e adeptos, que foram se chegando. As turmas estão sempre lotadas e cada vez mais há o interesse por uma alimentação saudável. “As pessoas vão se beneficiando, se curando, se regeneraram de doença, da falta de encantamento e de questões da vida. É a comida que cura e restaura”, define a idealizadora do projeto, que serve de referência para todo país. A cada ano o curso recebe cerca de 200 alunos. ”O que acontece é o seguinte. Uma semente seca fica ácida e se protege para chegar a hora de morrer. Mas quando a mergulhamos dentro da água e deixamos por oito horas de molho, ela acorda, rompe com a dormência e desencadeia o potencial de germinação. Com isso, amplia o valor nutritivo em 20 mil vezes”, explica a professora, de 62 anos, que diz não saber mais o que é doença, médico ou remédio, após ter optado por alimentos vivos. "Chego a sentir dor ao ver as pessoas comendo alimentos mortos", emenda. Comida para transformar: o homem e a natureza Ana destaca que este tipo de alimentação não é nenhuma novidade, mas uma prática milenar utilizada por Hipócrates, Pai da Medicina e povos nômades, assim como a Bíblia está recheada de passagens que justificam a alimentação viva. Entretanto, contextualizar essa prática para a sociedade atual é um desafio, que pode ruir com o sistema de produção, provisão e consumo de mantimento. Comida para revolucionar Todo esse processo de conhecimento alimentar pode ser praticado em casa, pois essa é a proposta do Biochip. “Isso é para cada um poder se apropriar de si mesmo. Ser mestre de si mesmo. Poder se apropriar da própria vida, não é para ser vendido. É para a gente poder se regenerar. Então tudo aqui é muito simples de fazer, não precisa nem cozinhar, além de economizar energia e tempo”, incentiva. O grupo também ensina a produzir hortas urbanas orgânicas e demostram suas produções na Feira Orgância, que acontece junto com a do Desenho Vivo. Entre as receitas está o Suco de Luz do Sol, à base maçã, legumes e raízes. “É altamente nutritivo porque todos os alimentos são crus e ampliados. E como se estivesse tomando uma dose de Oxigênio líquido”, diz. Para Ana - que por incrível que pareça era fã do cachorro-quente de lingüiça da Central do Brasil, popularmente conhecido como “podrão” - conta que esse tipo de alimentação não está alinhada com o agronegócio, que transformou os produtos orgânicos em estrelas lucrativas da produção alimentar. O Bio Chip representa uma ameaça para o setor alimentício, pois como a professora explicou, promove a independência da indústria, que aprisiona os consumidores com o rótulos "saudáveis" e rentáveis. De acordo com a especialista, os alimentos orgânicos, que são destinados para a elite, pelo alto custo, não representam o conceito de uma alimentação transformadora, mas que promove dependência financeira, social e psicológica. A fome, a obesidade e os transtornos alimentares diversos constituem o maior desafio da século XXI. “Nem bomba atômica, nem armas ou tecnologia, a maior ameaça é revolução que a comida pode provocar no indivíduo e no mundo”, conclui. Grupo Bio Chip (Ana é a penúltima, da esquerda para direita) Entre no site e veja a matéria - SindRio |